Resolvi abordar um tema, polêmico camuflado pela instituição militar, o qual hoje sou vítima, pelo fato de sustentar os pilares que amparam nossa briosa Policia Militar, (hierarquia e disciplina). O Assédio moral ou violência moral no trabalho, sabemos que esse acontecimento é freqüente dentro da instituição, contra militares que são contrario ao sistema devasso, ou mesmo pelo abuso de autoridade, o qual os subordinados são constantemente vítimas, por conta de superiores acharem que as praças são lacaios, ou analfabetos nos seus direitos legais.
Para um subordinado é difícil combater essa pratica dentro da caserna, devido o tráfico de influencia entre os superiores, que buscam – lhe, inferiorizá-lo, submetendo ao constrangimento, fazendo assim que o subordinado sinta-se um ninguém, sem valor, inútil, dentro da família miliciana, por sua fez fica o sentimento de revolta, indignação, até mesmo com raiva, pela humilhação causada.
E o que é assédio moral no trabalho?
É a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego.
Caracteriza-se pela degradação deliberada das condições de trabalho em que prevalecem atitudes e condutas negativas dos chefes em relação a seus subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador e a organização. A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos pares. Estes, por medo do desemprego e a vergonha de serem também humilhados associados ao estímulo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vítima e, freqüentemente, reproduzem e reatualizam ações e atos do agressor no ambiente de trabalho, instaurando o ’pacto da tolerância e do silêncio’ no coletivo, enquanto a vitima vai gradativamente se desestabilizando e fragilizando, ’perdendo’ sua auto-estimar.
O que a vítima deve fazer?
Como temos um regime e determinações, a cumprir, o militar que se achar vítima de assédio moral no trabalho, ou de outras perseguições, deve procurar o comandante da unidade, (mesmo que ele seja o perseguidor) para que o mesmo faça a dissolução do problema, não sanando o problema, devera o militar, fazer por escrito, uma parte o qual pede uma autorização para comunicar o fato, e que as denúncias vão ser encaminhadas para o CPR, bem como a corregedoria da policia militar, e se for o caso formule uma denúncia no ministério publico.
Importante: as denúncias devem ser baseadas em provas, reunindo o maior número de documentos comprova tórios aceitáveis, como parte, ofícios, memorandas que foram negados pelo superior, copias de processos sofridos, bem como seus resultados, copias de denúncias, anotar com detalhes toda a humilhações sofridas (dia, mês, ano, hora, local ou setor, nome do agressor, colegas que testemunharam conteúdo da conversa e o que mais você achar necessário).
Acredite na justiça, ninguém estar acima dela; Eu acredito e é por esse motivo, que escrevi esse texto, para que outros militares tenham coragens e enfrente seu medo.
Texto: CB PM WAGNER-18º BPM - PÁ

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