| POLICIAL MILITAR DÁ EXEMPLO DE HUMANIDADE |
| Qui, 15 de Março de 2012 23:19 | |
A
prestação de serviços pelos Policiais Militares durante a caravana
ultrapassa muitas vezes a finalidade para a qual eles são destacados. É o
caso da Cabo PM Lúcia Brito, que na tarde desta
terça-feira (13) foi acionada para transportar Raimunda Sena, 78 anos,
que não consegue mais andar desde que contraiu malária, há um ano.
Raimunda Sena saiu de sua comunidade para se consultar na Caravana Pro
Paz Cidadania Presença Viva e tentar conseguir uma cadeira de rodas.
Para
chegar ao local onde a caravana está atendendo, Raimunda pediu que
fosse transportada por uma mulher. “Fui imediatamente, pois além de ser
minha obrigação como policial e como cidadã, eu fico muito sensibilizada
com a situação das pessoas que chegam à caravana procurando
atendimento”, disse a Cabo PM Lúcia. Raimunda Sena foi atendida pelo
cardiologista. A Cabo PM Lúcia Brito fez questão de colocar a idosa na
cadeira de rodas, que conseguiu após a consulta e a realização de
exames. A cadeira é entregue pela Ação Social do Palácio do Governo
(Asipag). “Foi uma sensação muito grande de dever cumprido”, afirmou a
policial.
A
Caravana Pro Paz Cidadania inclui 10 policias militares, oriundos da
Companhia Fluvial, Companhia Especializada em Trabalhos com Crianças e
Adolescentes (Cepas) e das Zonas de Policiamento da Capital (Zpol).
Polícia comunitária - Segundo o coordenador da equipe, o subcomandante
da 1ª Zona de Policiamento, Tenente PM Antônio Nonato, o
trabalho da Polícia Militar na caravana é garantir a segurança dos que
fazem parte da ação e também do patrimônio. Mas o objetivo maior,
ressaltou ele, é difundir os princípios da polícia comunitária, em que a
parceria entre população e Polícia Militar é fundamental.
Em
todos os municípios por onde a caravana passa os policiais realizam
palestras sobre temas identificados nas comunidades, como prevenção ao
uso de drogas, à violência doméstica e ao bullying escolar. “Nós
tentamos prevenir os problemas que possam surgir dentro do lar, na rua,
ou na própria escola”, explicou o tenente Antônio Nonato.
O
coordenador disse ainda que a Constituição Federal atribui às Polícias
Militares o policiamento ostensivo. Mas, segundo o Tenente, o
policiamento ostensivo praticado pela Polícia Militar no Pará não é
apenas opressivo; é também preventivo. “Nós orientamos as crianças e
seus pais a ter um comportamento que evite a violência e busque uma
sociedade melhor para todos”, disse o policial.
Fonte: Agência Pará / Foto: Cristino Santos
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