Secretário de Segurança, Luiz Fernandes, anunciou ontem a ocupação por policiais militares da Heleno Fragoso, local onde garota estuprada durante quatro dias por presos denunciou a existência de orgias
A partir de hoje, policiais militares vão ocupar a Colônia Agrícola Heleno Fragoso (CAHF). Eles darão apoio aos agentes prisionais que trabalham naquela casa penal. E ali vão permanecer até a construção do muro da colônia, que deverá estar concluído em quatro meses. A decisão foi anunciada ontem, pelo secretário de Estado de Segurança Pública, Luiz Fernandes. Em entrevista à imprensa, no final da tarde, ele também apresentou o novo titular da Superintendência do Sistema Penitenciário, major Mauro Barbas da Silva. Mas ainda não está definido o nome do novo diretor da colônia.
Por se tratar de um presídio de regime semiaberto, a legislação não permite a presença policiais militares dentro da colônia agrícola, mas, sim, agentes prisionais. A ausência desse policiamento é apontada, pelos agentes prisionais como um obstáculo para que se tenha controle sobre a ação dos detentos. Segundo os 17 agentes prisionais demitidos da colônia, os internos têm facilidade para entrar e sair da casa penal. Na tarde de segunda-feira, os agentes prisionais afirmaram que, em grupos de 20, 30 ou mais, os internos deixam a colônia, que fica em uma área extensa e cercada de mata fechada, para a qual retornam, horas depois, trazendo mochilas nas quais, suspeitam eles, há bebidas alcoólicas, drogas, celulares e até mesmo armas de fogo.
Segundo o secretário, a presença dos PMs será uma 'exceção' enquanto se providencia o cercamento daquela área e, também, a construção de mais dois alojamentos, com capacidade para 100 presos cada um. 'Por isso os policiais vão estar lá', disse. Luiz Fernandes disse também que está-se verificando se os policiais ficarão lá até que se faça a construção do muro ou se, para que seja feito esse serviço, haverá a transferência de detentos. 'O certo é que essa situação vai ter que ficar resolvida', afirmou.
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